Domingo, 16 de Agosto de 2009

SCP

Se há coisa que este país não precisa, são textos e análises futebolísticas. Por isso, peço desde já as minhas desculpas... Mas isto de ser do Sporting, por vezes, é complicado. Vêm aquelas perguntas tradicionais que nos colocamos quando gastámos hora e meia da nossa vida a ver um espectáculo deprimente: "por que é que gosto de futebol?", ou então, "ser deste clube é um teste à nossa paciência", ou "vamos ver o que é que este gajo inventou para hoje".

Assim, no primeiro jogo do campeonato de uma equipa que é a mesma há cerca de dois anos (e com o mesmo treinador há quatro), gostaria de referir as seguintes notas:

. o médio-defensivo da equipa passou a médio-centro, passando depois para lateral-esquerdo
. o médio-centro da equipa passou a número 10, passando depois para médio-defensivo
. na segunda parte, entra um médio-ofensivo para lateral direito, posição ocupada por um jogador que, visivelmente, já não dá garantias nem para 45 minutos contra o Nacional
. o jogador mais experiente da equipa, campeão mundial brasileiro, é responsável por um golo sofrido, em média, por cada jogo
. o jogador mais possante da equipa joga sozinho encostado à linha, percebendo em todos os jogos que, irremediavalmente, não está ali a fazer nada, e que mais vale jogar como segundo avançado para resolver as coisas (como costuma acontecer)
. a única contratação deste ano, e supostamente o novo cérebro de jogo da equipa, começou no banco, previsivelmente como "método de adaptação" ao sistema de jogo da equipa para quem acabou de chegar
. em sete ou oito jogos, o Sporting só ganhou um, e foi a um clube que tinha um nome parecido com o Atlético do Cacém (se é que não foi mesmo esse)

No fundo, tudo isto tem vantagens. Deixo de perder a hora e meia semanal com um jogo de futebol, e aproveito para fazer qualquer coisa de útil para a sociedade. Como diria um profissional de rua de New Jersey também visto em televisão, "I've got problems of my own".

0 comentários:

Arquivos